sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Infarto: Saiba os sinais e o que fazer se estiver sozinho

Você está realmente estressado e perturbado!

*Sinais de possibilidade de infarto - Dor súbita no lado esquerdo do peito, de forte intesindade e não dá para precisar exatamente o ponto; naúseas, vomitos, palidez, transpiração em excesso; ser acordado com dor no peito .

Vamos dizer que são 18h00 e você está dirigindo de volta para casa - sozinho com certeza. Já que estatisticamente, um grande número de pessoas está sozinho quando sofre um ataque do coração.


De repente, começa a sentir uma dor aguda irradiando para os seus braços e subindo até o seu maxilar. Você está apenas a 24 km do hospital mais próximo. Infelizmente você não tem certeza se conseguirá chegar até lá.

O que fazer?
Você recebeu o treinamento em primeiros socorros, mas não lhe ensinaram como aplicar tudo aquilo em você mesmo.
Aqui estão as dicas publicadas no Jornal no. 240 do Hospital de Rochester (EUA) para quem sofre um infarto sozinho e longe de qualquer socorro.
Guarde bem em sua memória: a pessoa cujo coração está batendo descontrolado e que sente que vai desmaiar, tem apenas 10 segundos antes de perder a consciência.

Mas... como proceder então?
Mantenha a calma, nada de pânico nessa hora.

Comece a tossir repetida e vigorosamente. Respire profundo antes de cada tosse. A tosse deve ser profunda e prolongada, como se quisesse eliminar catarro do fundo do peito. A respiração e a tosse devem ser repetidas a cada 2 segundos sem interrupções até a chegar ajuda ou até o batimento cardíaco voltar novamente ao normal.

Saiba que:
Respirações profundas levam oxigênio até os pulmões e a movimentos decorrentes da tosse fazem contrair o coração, o que mantém o sangue circulando.
A pressão da contração também ajuda para que o coração volte ao seu ritmo normal. Isso dará tempo à vítima para chegar ao hospital e ser socorrido.
Eu gostaria de comentar pessoalmente essas dicas do Hospital de Rochester:
As doenças coronárias são ligadas ao estilo de vida: particularmente à alimentação e à atividade física.

O acidente coronário parece súbito e violento, mas na maioria dos casos, trata-se das consequências de uma longa doença, instalada silenciosamente, há anos.
Os depósitos de gordura nas paredes das artérias começam pouco depois da adolescência, evoluem silenciosamente, dependendo do modo de vida de cada um. Sua presença se revela de duas formas: através de dores ligadas à insuficiência de oxigênio ou pelo infarto.

Através de milênios houve uma seleção natural dos genes favoráveis às necessidades da vida pré-histórica: incerteza de ter comida disponível e da força física.
A abundância que desfrutamos, os deslocamentos com veículos e as simplificações das tarefas físicas levaram às doenças de “acumulação” e anomalias na regulação como o diabete, que é a incapacidade do organismo de conter a taxa de glicose no sangue abaixo de 1gr/litro.

A frequência das doenças coronárias é tão dramática que passam na frente de todas as outras doenças cardíacas. Uma das causas é o cigarro. Podemos considerar o fumo como uma grande catástrofe da história mundial. Antes de 45 anos, 9 entre 10 infartos decorrem do uso do cigarro.

Os alimentos da era industrial: mais açúcar, mais gordura aliados a uma educação ruim em relação à alimentação, são fatores de doenças coronárias. Em vários países, mais de 1/3 da população tem excesso de peso e a obesidade do jovem foi multiplicada por três em vinte anos.

A mecanização da vida tirou do cotidiano a atividade física, tanto na vida do adulto como na vida do jovem. 



E o estresse? O coração paga a conta

O coração paga a conta da atividade frenética do cérebro. A tensão permanente da mente gera uma secreção aumentada de mediadores como a adrenalina, que são aceleradores da frequência dos batimentos cardíacos, mesmo quando a pessoa está parada. Esses mediadores se tornam agressivos se o coração não está protegido por um bom condicionamento físico.

As dificuldades da vida nas cidades e do estresse profissional são fatores importantíssimos.

Hoje sabemos que a oclusão das artérias por uma placa gordurosa gera um mecanismo de inflamação complexo, que leva a dor e mais tarde, até o infarto. 

Mesmo que a medicina e a cirurgia moderna tenham recursos para evitar um acidente letal, mesmo que se tenha beneficiado de uma intervenção cirúrgica, cabe a cada um de nós prevenir e proteger seu coração. 

Antes que seja tarde demais, cada paciente deve se responsabilizar pelo estado de seu coração e suas artérias.

- parando o cigarro;

- tendo uma boa atividade física;

- adaptando a quantidade de calorias às suas necessidades;

- modificando seus hábitos alimentares.

O estresse influencia diretamente a tensão dos músculos, regulando o calibre das paredes vasculares. O relaxamento profundo é o remédio para completar a medicação prescrita ou para realizar uma prevenção eficiente.

O universo de quem enfartou ou de quem está sofrendo de angina (o encurtamento da respiração é um dos primeiros sinais), está povoado de sensações e sinais ameaçadores. Ao perceber esses sinais, deve-se dar início a uma atitude positiva em relação às mudanças de vida: a busca da serenidade e do bem-estar.

Tudo que pode favorecer a calma, o distanciamento dos problemas e, numa primeira etapa, uma reeducação respiratória, será essencial.

Mesmo que o paciente tenha um tratamento, será imprescindível verificar o estado da respiração, estudar um mínimo de fisiologia para que a respiração fique equilibrada e que o diafragma se torne o aliado do coração.

Lembre-se: respiração boa e equilibrada:

Regula o sistema nervoso autônomo; 

Combate os depósitos de placa nas artérias;

Trabalha o diafragma, aliado do coração;

Opera o relaxamento imediato.

Dados extraídos do Jornal nº 240 dicas do Hospital Rochester ( EUA ) e Revista Men's Health nº 18 .

Saúde Global agradece aos leitores e até a próxima .

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

TIREÓIDE: VOCÊ A CONHECE?

                                   Glândula Tireóide




Profissionais esclarecem a função, doenças e tratamento desta glândula.

Com a função de produzir hormônios, o T3 e T4, responsáveis pelo controle do metabolismo do organismo, a tireóide fica localizada na porção central e anterior do pescoço. “A glândula atua no organismo inteiro e os hormônios produzidos por ela são responsáveis pelo crescimento saudável do cabelo, pele sedosa, disposição para realizar as atividades, exercer um sono restaurador, entre outras funções”, afirma a endocrinologista, Fabiana F. Diéguez Ortega.
A glândula da tireóide pode apresentar doenças que acometem a sua função, a sua forma (volume), ou ambas. “Em relação a sua função ocorre alteração na produção de hormônios, classificados em hipertireoidismo ou hipotireoidismo, já o aumento difuso e a modificação da anatomia da glândula estão relacionados à sua forma”, explica o médico especialista em cirurgia de cabeça e pescoço, David Livingstone. Segundo ele, de30 a40% da população tem nódulos de tireóide, sendo a maioria menor que um centímetro.
Os nódulos tireoidianos podem ser únicos ou múltiplos, benignos ou malignos. Conforme o cirurgião de cabeça e pescoço, aproximadamente 90% dos casos apresentam nódulos benignos. “O câncer de tireóide é um câncer bem diferenciado e tem um nível de cura altíssimo”, informa. Contudo, é bom ficar atento, porque esta doença é assintomática e apenas “quando o aumento do volume do nódulo for muito grande pode ocorrer dificuldade para engolir os alimentos, rouquidão ou falta de ar”, avisa Livingstone. Critérios como idade do paciente, tamanho dos nódulos, presença de tumor que invade as estruturas adjacentes e alguns tipos de tumor mais agressivos influenciam no nível de cura do câncer.
Já as doenças funcionais, hipertireoidismo ou hipotireoidismo, é possível detectar os sintomas mais facilmente. “O hipertireoidismo tem como resposta a insônia, taquicardia, perda de peso, inquietação, irritabilidade, diarréia, pele úmida e quente, e o hipotireoidismo pode apresentar sonolência, ganho de peso, cansaço, queda de cabelo, constipação (intestino preso), dor nas pernas, dor no corpo, memória lenta, pele seca e fria”, esclarece Fabiana.
O hipertireoidismo é menos comum e acontece, segundo a endocrinologista, pela produção excessiva de hormônios, ao contrário do hipotireoidismo que é devido a deficiência hormonal. O hipotireoidismo é tratado como o vilão da história para quem quer emagrecer, e será que ele é tão culpado assim? Fabiana responde que ele dificulta o emagrecimento quando não está controlado, mas que a partir do momento que está controlado não existe mais esta dificuldade pela doença, podendo ocorrer por outros fatores.
O fator genético é um dos motivos relacionados para o aparecimento tanto das doenças funcionais como dos nódulos tireoidianos. Além da hereditariedade, está sendo citado na literatura, de acordo com Livingstone, os disruptores endócrinos, substâncias presentes nos alimentos que podem alterar a ação ou eliminação de hormônios endógenos, e a radiação, principalmente em pessoas tratadas com radioterapia ou que mantiveram contato elevado com o aparelho de Raio-X.  “Se tiver caso na família e sentir alguns dos sintomas do hipertireoidismo ou hipotireoidismo é importante realizar os exames”, completa a endocrinologista.


Diagnóstico:

“Para constatar a hiper ou hipotireoidismo é preciso fazer o exame de triagem ou TSH”, diz Fabiana. Já para avaliar a presença de nódulos, segundo o cirurgião de cabeça e pescoço, os principais exames são a ultra-sonografia e a biópsia por punção aspirativa. “O ultrassom é de extrema importância para constatar as características dos nódulos como, por exemplo, o tamanho, localização dentro da glândula, e, principalmente, os nódulos não palpáveis”, afirma.
A biópsia por punção aspirativa é um exame mais sensível para detectar a malignidade do nódulo. “Este exame é fundamental para a decisão de realizar a cirurgia de tireóide, em que, os resultados malignos ou suspeitos são indicativos de cirurgia pela probabilidade de ser um câncer”, declara Livingstone.

Quando é necessário realizar a cirurgia?

As  principais razões para realizar a tireoidectomia (cirurgia da tireóide) são “diagnóstico suspeito de câncer, biópsia duvidosa, que somente a cirurgia pode dar certeza se o nódulo é maligno ou não, nódulo que mantêm crescimento ou que levam a sintomas de compressão de estruturas cervicais, causando dificuldades para engolir e respirar”, explica o cirurgião de cabeça e pescoço. Outro motivo, segundo ele, é para pacientes com hipertireoidismo, quando este não tolera o tratamento com remédios ou não está sendo suficiente para controlar a doença. Além disso, mas em menor freqüência, a cirurgia é feita por desconforto estético.
A cirurgia de tireóide, como toda cirurgia, tem critérios e riscos específicos ao paciente, por isso sempre deve ser realizada por um profissional especialista na área. Um exemplo, conforme Livingstone, que precisa ter muito cuidado, é durante a tireidectomia lesar ou tirar as glândulas paratireóides, que ficam situadas junto à glândula tireóide, e são responsáveis pela produção de um hormônio (PTH) que controla o nível de cálcio no sangue. Com isso, poderá haver uma diminuição temporária ou definitiva da função destas glândulas ocorrendo queda do nível de cálcio no sangue (hipocalcemia). Os sintomas da hipocalcemia são formigamentos nas mãos, nos pés, ao redor dos lábios, nas orelhas, e até mesmo cãimbras.
No geral, a recuperação da cirurgia é rápida. “A maioria dos meus pacientes ficam internados 24h e após recebem liberação do hospital, claro que isto depende das condições de cada paciente”, diz o médico. No pós-operatório da tireidectomia total, segundo ele, é necessário a reposição definitiva dos hormônios tireoidianos; já nos casos de tireidectomia parcial apenas 25% dos pacientes necessitarão de reposição dos hormônios.

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FADIGA EM EXCESSO

Você está sempre muito cansado, mesmo no começo da manhã? Então, confira os sinais e fatores que podem estar provocando esse cansaço.
Ao acordar, você tem a impressão que não descansou? Que o cansaço do dia passado ainda permanece com você? O cansaço ou fadiga em excesso, podem ser ocasionados por vários motivos. Os mais óbvios, segundo a neurologista pediátrica, Dra. Silvia Mara S. Halick, são excesso de trabalho, rotina muito acelerada, estresse, rotina de privação do sono (tempo insuficiente de sono), ou sono de má qualidade, apesar do número de horas ser suficiente o sono tem uma distribuição inadequada, impedindo a sensação de revigoramento tão necessária para o início do novo dia.
A Síndrome da Fadiga Crônica é uma condição caracterizada por fadiga persistente e inexplicada durante seis meses ou mais, não resultante de esforço contínuo e sem alívio substancial através do descanso, trazendo como conseqüência redução significativa dos níveis prévios de atividades profissionais, educacionais, sociais ou pessoais.
Algumas patologias também podem interferir na revitalização das energias. Conforme a médica são as doenças crônicas em geral, doenças cardiológicas, pulmonares, reumatológicas, obesidade. “Essas patologias tendem a piorar a noite e interferir na qualidade do sono”, explica.
A apnéia, depressão, tensão e ansiedade são fatores que interferem e muito na condição do descanso. “A hipotonia muscular que ocorre com todo indivíduo em sono mais profundo é crítica no paciente “apnéico” que ao aprofundar o sono faz a apnéia, caracterizada pela parada da respiração por cerca de 10 a 20 segundos, evento que se repete várias vezes durante a noite de sono. O cérebro responde fazendo com que o indivíduo desperte e volte ao sono mais superficial, uma forma de proteção, mas com isso o paciente não chega ao sono ideal, pois não atinge ou mantém os estágios mais profundos do sono. Assim, ao acordar tem a sensação que dormiu, mas não descansou, acorda sem vigor para iniciar o dia”, esclarece Dra. Silvia.


Pessoas que se sentem excessivamente cansadas, incapazes de concentrar-se no trabalho e executar as tarefas diárias podem estar sofrendo da síndrome da fadiga crônica ou de patologias relacionadas ao sono como a síndrome da apnéia e hipopnéia obstrutiva do sono. “A síndrome da fadiga crônica tem como sintoma principal o cansaço crônico, onde o portador da doença dorme a noite e acorda como se estivesse trabalhado 12h”, completa a neurologista.

Diagnóstico
“Como a fadiga crônica pode ser ocasionada por uma gama de patologias ou até mesmo por comportamentos inadequados de uma vida moderna, o ideal é fazer uma avaliação médica para investigação e tratamento adequado”, ressalta Dra. Silvia.

Atitudes que ajudam a repor as energias
Atividade física, alimentação adequada e uma boa higiene do sono são hábitos que ajudam na hora do descanso e a recompor as energias. Segundo a neurologista, o sono é uma necessidade fisiológica e a higiene do sono deve ser respeitada. A higiene do sono está relacionada ao:
- Ambiente de sono – o quarto de dormir precisa ser respeitado como um lugar próprio para dormir, sendo recomendado ir para a cama somente na hora de dormir;
- Dar preferência para quarto escuro;
- Horário regular para dormir e acordar – seguir uma rotina para dormir para que o organismo realmente alcance o objetivo do sono;
- Optar por medidas relaxantes – uma música calma, uma leitura tranqüila, banho morno, chá quente sem cafeína são hábitos que ajudam a estimular o sono;
 - Evitar – bebidas alcoólicas e alimentos ou bebidas cafeinadas antes de dormir.

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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

CALÇADO DE SALTO X VARIZES - MITOS E VERDADES

Mito ou Verdade?
Boa parte da população reclama das varizes e microvarizes presentes em suas pernas e pés, principalmente o público feminino. As veias dilatadas incomodam, seja pelos sintomas, estética ou pelo medo das complicações que podem ocasionar à saúde.  Algumas mulheres acreditam que usar calçado de salto ajuda ao aparecimento das varizes. Será verdade ou apenas um mito? O Angiologista e Cirurgião Vascular, Fábio Bellizzi, responde esta pergunta e muitas outras. Confira!

– O que são varizes?
Fábio – Varizes vêm do latim “varix” que significa serpente. Varizes são veias tortuosas e dilatadas com alterações definitivas e não reversíveis de suas propriedades funcionais e anatômicas.
– Quais as diferenças entre varizes e microvarizes?
Fábio – Microvarizes são pequenas veias de 1 a 2 mm que não causam saliência na pele, já as varizes são salientes com calibre maior e tortuosas.

– Quais são os fatores que causam a dilatação da veia?
Fábio – Os principais fatores são sedentarismo, obesidade, pessoas que carregam muito peso, alteração do colágeno, causa ambiental, ou seja, pessoas que permanecem muito tempo de pé ou sentada em uma mesma posição, gravidez repetidas, clima quentes. O sexo feminino tem maior incidência do que o sexo masculino.


– Usar calçado de salto, preferência do público feminino, diariamente ajuda ao aparecimento das varizes e microvarizes?
Fábio – Não. Porém o uso excessivo e prolongado de saltos pode prejudicar o bombeamento sanguíneo pela panturrilha, então, sempre após o uso destes sapatos o ideal seria a realização de alongamento da musculatura da panturrilha.
– Ficar muito tempo de pé ou sentado na mesma posição influência para o surgimento das varizes?
Fábio – Sim. Ocorre pela dificuldade de retorno do sangue que está nas pernas para o coração (estase sanguínea). Por isso, o método de prevenção é o uso diário da meia elástica com pressão graduada.
– Quais são os sinais e sintomas de quem sofre de varizes?
Fábio – Sensação de peso nas pernas, câimbra no período vespertino, dor local, inchaço. Nas varizes mais graves podemos observar o aparecimento de machas escuras nas pernas (dermatite ocre), coceira, endurecimento da pele (lipodermatoesclerose) e por fim o aparecimento de úlceras (feridas que surgem nas pernas) causadas pela insuficiência venosa crônica.
– Qual é a melhor maneira de prevenção das varizes?
Fábio – É importante fazer exercícios físicos que estimulam a musculatura de panturrilha e ajuda a diminuir a pressão hidrostática da perna, como caminhar, correr, pedalar, entre outros aeróbicos. Evitar exercícios que podem causar traumas repetitivos. Evitar a obesidade, múltiplas gestações e o uso de anticoncepcionais.
– Qual é o tratamento para se livrar das varizes e microvarizes?
Fábio – Dependendo do grau e do comprometimento podemos optar pelo tratamento clínico e cirúrgico. O tratamento clínico principalmente para redução dos sintomas e prevenção de novas varizes. Para as microvarizes e varizes menores usamos o método de escleroterapia (secar vasos) com substâncias químicas ou pelo laser. Já para as varizes o tratamento cirúrgico é o mais indicado, podendo ser feito através de pequenas incisões na pele para a retirada da veia ou através de EVLT (laser endo-venoso).

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SEMENTE QUE VALE A PENA

                                Castanha

Conheça os benefícios de uma semente valiosa para a saúde e bem-estar.
Ela atua no equilíbrio da tireóide evitando oscilações de peso, fortalece o sistema imunológico, protege contra a ação dos radicais livres, age para o bom funcionamento do cérebro juntamente com o ácido fólico e é uma boa aliada no combate à hipertensão arterial. O sementinha poderosa essa. Você já sabe de qual semente estamos falando? Não. Uma dica: ela faz parte do grupo das oleaginosas. Descobriu? Ainda não. Então, vamos revelar o nome dessa semente de peso para a saúde – Castanha.
“As castanhas, como parte do grupo das oleaginosas, são ricas em gorduras, mas, gorduras benéficas ao organismo, como o ômega 3. Além de gorduras, são boas fontes de vitaminas do complexo B, Vitamina E, antioxidantes, potássio, fibras, selênio, ácido fólico e zinco”, revela a nutricionista, Taiana P. Verona. Com todos esses nutrientes encontrados na castanha, ela só poderia ser um alimento que vale a pena ser incluído na dieta alimentar. Além dos benefícios citados acima, conforme a nutricionista, a castanha ainda atua no equilíbrio intestinal, por conter fibras, e evita o envelhecimento precoce, já que a vitamina E é uma excelente antioxidante.
Outro ponto positivo da castanha é que ela ajuda a prevenir doenças cardiovasculares. “Essas oleaginosas atuam na redução do ‘mau’ colesterol (LDL) e elevam os níveis do ‘bom’ colesterol, auxiliando na prevenção de diversas doenças, especialmente as doenças do coração, evitando a formação de placas de gordura no sangue, prevenindo problemas vasculares, trombose e aterosclerose”, afirma Taiana.
Ainda é possível perder peso incluindo a castanha na alimentação. “Por elas prevenirem a formação de placas de gordura, a circulação sanguínea melhora consideravelmente, evitando a formação de edemas (inchaços), auxiliando no metabolismo e, consequentemente, acelerando a redução do peso. Mas, vale lembrar que apesar dos benefícios, estes compostos devem ser consumidos com moderação, pois se consumidos sem limites, podem aumentar o peso devido ao seu elevado teor calórico”, ressalta a nutricionista.
Pode-se consumir ao dia, segundo a profissional, em média 5 unidades da oleaginosa, podendo ser ingerido, por exemplo, 2 unidades de castanhas de caju, 2 unidades de castanha do Pará e 1 noz , ou utilizar de acordo com a preferência e/ ou disponibilidade. “A quantidade indicada varia de acordo com vários fatores como idade, atividade física, patologias e objetivos a serem alcançados. Portanto, é necessário um acompanhamento nutricional para ter certeza de estar consumindo as quantidades adequadas”, observa Taiana.
As castanhas raramente apresentam contra-indicações, apenas em alguns casos específicos. Porém, a indicação principal da nutricionista é que deve ser um alimento sempre presente no carrinho do supermercado.

Como a semente pode ser consumida?
“Ela pode ser utilizada de várias formas e em diversas receitas, pois sempre dão aquele ‘toque especial’ às preparações. Misturá-las no iogurte ou cereal, adicioná-las raladas ou trituradas em saladas, farofas, sopas, risotos, ou simplesmente utilizá-las como aperitivo, porém, respeitando a quantidade indicada por um nutricionista”, responde Taiana.
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terça-feira, 27 de agosto de 2013

DOR NO PEITO?

                                Infarto Agudo do Miocárdio

Cuidado! Esse é um dos sinais do Infarto Agudo do Miocárdio.
Diabete melito, hipertensão arterial crônica, predisposição genética, idade, insuficiência renal crônica (pacientes em diálise), sedentarismo, obesidade, dislipidemia (alterações metabólicas lipídicas), tabagismo e estresse são fatores de risco para o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), também conhecido como “ataque cardíaco”.
O IAM ocorre, de acordo com a cardiologista, Rosane Cury, devido à isquemia do músculo cardíaco causada pela oclusão parcial ou total de uma artéria coronária, o que acarreta redução do fluxo sanguíneo com diminuição de oxigênio e nutrientes para o tecido, levando à necrose (morte celular). A oclusão coronariana geralmente ocorre pela formação de trombo (coágulo) sobre uma placa de gordura (na doença aterosclerótica).
Sintomas como dor torácica, tipo aperto, queimação ou “opressão” no centro do peito (região esternal) ou na “boca do estômago” (epigástrio), podendo irradiar para o pescoço, mandíbula, dorso e membro superior esquerdo podem sinalizar o IAM. “Esses sintomas típicos podem ser acompanhados por sudorese, náusea, vômitos e ansiedade. O IAM pode também ser ‘silencioso’, ou seja, não causar sintomas e isto acontece com mais freqüência nas mulheres, nos idosos e nos pacientes diabéticos”, revela a cardiologista.
A doença pode ser prevenida, segundo Rosane, através do controle dos fatores de risco como o tratamento adequado do diabetes, da hipertensão arterial, do nível da gordura no sangue, controle do peso, abandono do tabagismo e prática regular de atividade física. “Dessa maneira é possível prevenir o aparecimento da doença ou sua progressão”, afirma Rosane.


Diagnóstico e tratamento
O atendimento inicial do paciente é realizado através da anamnese (entrevista do médico com o paciente) e do exame físico. “Por meio desses procedimentos é possível suspeitar de IAM, e enquanto obtém-se a anamnese, procedemos à realização do eletrocardiograma (ECG), que em até 50% dos casos fecha o diagnóstico. Há casos que a história clínica é fortemente sugestiva, mas o ECG não é conclusivo, sendo necessário à realização de exames de sangue com dosagem dos marcadores de necrose (morte) miocárdica (troponina e creatinofosfoquinases) e então definir a melhor estratégia terapêutica para cada caso”, explica a médica.
Após o diagnóstico definitivo do IAM ou enquanto o paciente aguarda o resultado dos exames laboratoriais, o tratamento já é iniciado. “Iniciamos imediatamente o tratamento com obtenção de acesso venoso, monitorização cardíaca, administração de oxigênio, através de cânula ou máscara nasal, aspirina, vasodilatador coronariano, ansiolítico, e não ocorrendo alívio da dor usamos a morfina”, explica a cardiologista. Segundo ela, os pacientes com alteração típica do ECG são encaminhados o mais rápido possível para a recanalização da artéria com realização do cateterismo cardíaco seguido da angioplastia. Nas localidades que não dispõem deste recurso (serviço de Hemodinâmica) tenta-se a recanalização farmacológica com medicamentos injetáveis e, posteriormente, os pacientes são encaminhados para realização do cateterismo.
Os pacientes são mantidos de preferência nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) onde recebem a terapia farmacológica complementar para estabilização do quadro agudo. “Essa abordagem visa preservar o músculo cardíaco diminuindo as complicações como insuficiência cardíaca, arritmias, reinfarto e morte. È importante ressaltar que o tratamento através da angioplastia precoce é superior à revascularização farmacológica pelo menor risco de hemorragias, de derrame cerebral e pelas maiores taxas de abertura e patência das artérias (superior a 90%), menor risco de reoclusão, determinando melhor função miocárdica com melhor prognóstico a longo prazo”, diz Rosane.
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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

QUANTO VALE A SUA VISÃO?

Para perceber a real importância da visão em sua vida, feche os olhos e imagine que você nunca tenha enxergado nada. Pense em como seria o mundo, as pessoas, as cores, as formas. De olhos fechado, tente fazer algumas atividades simples do seu dia-a-dia, como trocar de roupa, preparar o jantar, fazer uma ligação telefônica ou praticar algum esporte.
A visão é um sentido importantíssimo na vida, pois ela ajuda a realizar tarefas e a conviver com o mundo ao nosso redor. O valor do olhar consiste exatamente nesse conceito: o da liberdade.
Momentos extraordinários são possíveis presenciar com a visão, como olhar nos olhos das pessoas que amamos, interpretar um olhar de carinho, um olhar de tristeza, de raiva, de alegria, frustração ou conquista…Afinal, a visão é a parte do nosso corpo que percebe a luz, o brilho do sol ou da lua, e que nos ajuda a interpretar o mundo.
Quando se deve fazer uma consulta oftalmológica?
            Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o diagnóstico precoce e o tratamento de anormalidades visuais logo após o nascimento pode reduzir pelo menos 50% dos casos de cegueira em adultos através de ações preventivas. “O tratamento de uma determinada doença logo na infância pode diminuir em até 75% a incidência de distúrbios visuais irreversíveis”, ressalta a oftalmologista, Dra Eliana F. Pires.
Na adolescência, juventude e idade adulta é preciso ficar atento às doenças oculares que podem surgir após o ingresso no mercado de trabalho. “Um setor da oftalmologia chamado ‘ergoftalmologia’ estuda a relação existente entre o trabalho e a visão, sendo o objetivo principal a prevenção e a administração do desconforto visual e das doenças oculares que podem surgir nessa fase”, conta a oftalmologista.
Aos 40 anos, segundo Dra. Eliana, os olhos começam a assumir progressivamente uma perda de funcionalidade do sistema acomodativo (ligado a idade), o que causa a presbiopia, doença conhecida também como vista cansada. “É importante que quem esteja nessa idade, visite um oftalmologista para acompanhar a situação da pressão intra-ocular de seus olhos, a fim de detectar, prevenir e tratar uma doença muito grave – o glaucoma”, alerta a médica.


Cuidados após os 65 anos
O envelhecimento acarreta mudanças no organismo do indivíduo e, consequentemente, o aparecimento de algumas doenças. Para manter e cuidar da saúde dos olhos, após os 65 anos, Dra. Eliana recomenda exame oftalmológico periódico para quem já apresenta alterações significativas na visão ou de saúde ao longo da vida, como doenças vasculares, fatores associados aos distúrbios ateroscleróticos ou metabólicos (diabetes tipo 2, hipertensão, doença renal) ou, ainda, quem sofre de doenças sistêmicas em geral.

Fique atento à sua saúde ocular
Dra. Eliana passa dicas importantes para você manter uma boa visão:
Faça exames oftalmológicos periódicos: Como regra geral, salvo se houver distúrbios da refração – necessidade de uso de graus corretivos, até os 40 anos é importante que se faça uma consulta com o oftalmologista pelo menos a cada dois anos. Entre os 40 e 65 anos, o exame oftalmológico deve ser feito uma vez ao ano e após os 65 anos a cada 6 meses, ou a critério do seu oftalmologista.

Procure ler ou escrever em locais bem iluminados: seja na escola, na universidade, em casa ou no trabalho, cuide dos seus olhos. Para mantê-los em uma posição de conforto, direcione a iluminação para o texto quando você estiver escrevendo ou lendo.              Por volta dos 40 anos de idade, há necessidade de mais luz para poder ler, porque a retina torna-se menos sensível, mas isso não significa que, se você ler em um ambiente mais escuro irá perder a visão ou deixá-la mais fraca.

Alimentação saudável e atividade física: Também são necessárias para a saúde dos olhos. Alimentar-se sempre que puder com frutas e legumes coloridos e da estação, bem como, alimentos com proteínas de origem vegetal, diminuir doces e açúcares, principalmente depois dos 50 anos, quando também se deve reduzir o consumo de carne vermelha e de embutidos. Pesquisas revelam que ingerir um copo de vinho tinto por refeição pode ser benéfico para os olhos, pois o vinho contém substâncias que ajudam na circulação sanguínea.



Uso do computador: ele não é prejudicial, desde que pelo menos a cada duas horas você faça uma pausa para seus olhos por pelo menos 15 minutos.

Use lentes de contato conforme prescrição médica: siga sempre as recomendações de seu oftalmologista. Jamais comece a utilizar lentes de qualquer tipo sem ter realizado uma consulta oftalmológica.


Saúde Global agradece aos leitores e até a próxima .

SEJA UM DOADOR DE ÓRGÃOS

                                            Recicle a Vida

Você pode ajudar a salvar inúmeras vidas, basta informar os familiares de sua vontade.

A cada ano, milhares de pessoas no país contraem doenças que afetam órgãos essenciais, como coração, rins, pâncreas, córneas, pulmões e fígado. Infelizmente, uma grande parcela apresentará falência completa desses órgãos e necessitará de um transplante para sobreviver. “Ao longo dos últimos 20 anos, rins e córneas têm sido os órgãos mais comumente transplantados. Hoje, no entanto, já existe a possibilidade de transplante de coração, coração/pulmão, fígado e pâncreas com bons resultados”, afirma a oftalmologista, Eliana F. Pires.
O Brasil possui um dos maiores programas públicos de transplantes de órgãos e tecidos do mundo.
Com 548 estabelecimentos de saúde e 1.376 equipes médicas autorizadas a realizar transplantes, segundo Eliana, o Sistema Nacional de Transplantes está presente em 25 estados do país, por meio das Centrais Estaduais de Transplantes. “Com o sucesso crescente dos transplantes, as listas de espera aumentam cada vez mais e muitas pessoas morrem porque não existem doadores suficientes. Temos hoje cerca de 3.800 paranaenses inscritos aguardando por um transplante na fila de espera da Central Estadual de Transplantes do Paraná”, informa a médica.


Para quem espera um órgão, o transplante não apenas salvará sua vida, mas também devolverá a oportunidade de uma participação produtiva na sociedade e convivência com a família. Em Guarapuava, conforme a oftalmologista, tem Estabelecimentos de Atendimento a Saúde (EAS) credenciados e capacitados para realizar a captação de múltiplos órgãos como coração, valvas cardíacas, rins, pâncreas, fígado, pele, ossos, globo ocular e córneas. “Lembramos ainda que para realizar a doação de múltiplos órgãos, o doador deverá estar em morte encefálica dentro de um hospital credenciado para tal, mas para a doação de córneas, poderá ser feita a captação até 08 horas após o óbito com parada de todos os órgãos, podendo ser no Hospital, IML, Casas funerárias, Centrais de Luto, na residência, enfim, desde que os familiares tenham em mãos o atestado de óbito”, ressalta Eliana.
Quando constatada a morte encefálica do paciente, uma ou mais partes do corpo que estiverem em condições de serem aproveitadas poderão ajudar a salvar vidas de outras pessoas. “Para ser um doador, não é necessário fazer nenhum documento por escrito. Basta que sua família esteja ciente de sua vontade. Muitas pessoas acham que é preciso registrar a opção de doador de órgãos na carteira de motorista, mas isso não é mais necessário”, alerta a oftalmologista. Ela lembra ainda que alguns órgãos podem ser doados em vida, são eles – parte do fígado, um dos rins e parte da medula óssea.

                                Seja um doador

Os principais fatores da longa fila de espera para transplante e, em alguns casos, não toleráveis para manter um paciente vivo, na opinião da médica, são a falta de conhecimento tanto da comunidade, sobre como doar, como dos EAS, que nem sempre estão preparados, seja por falta de estrutura, por falta de equipes intra-hospitalares atuantes junto a Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante.
Coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, rins, córnea, veias, ossos e tendões são os órgãos e tecidos que podem ser doados por uma pessoa falecida. Portanto, um único doador pode salvar inúmeras vidas. Em relação ao receio que muitos familiares têm de o corpo do doador ficar deformado após a doação, não é verdade. “A retirada dos órgãos é uma cirurgia como qualquer outra, em centro cirúrgico, e o doador poderá ser velado normalmente”, explica Eliana.
Não existe limite de idade para doação, porém, segundo a médica, todos os casos de doação são avaliados pela equipe de transplantes quanto à viabilidade dos órgãos. “Um gesto muito simples, apenas uma conversa, pode ajudar muitos brasileiros que precisam de um transplante para viver. Se você deseja ser um doador de órgãos, avise os seus familiares. Se você tem um doador de órgãos na família, respeite a sua vontade. Doar uma vida é fazer valer muitas vidas”, salienta a oftalmologista.
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domingo, 25 de agosto de 2013

AÇÃO DOS ALIMENTOS NO ORGANISMO

As funções dos alimentos são diversas e podem desempenhar um importante papel no sistema imunológico e na prevenção de doenças, como o câncer. Você sabe o que são alimentos prébioticos e próbioticos e quais os seus benefícios ao corpo? Para explicar um pouco mais sobre essa classe de alimentos, a Revista + Saúde entrevistou o nutricionista, Elwisley Jhoni Carlos Almeida Rodrigues.

O que são alimentos prébioticos?
Os prébioticos são, de forma resumida, fibras alimentares não digeridas no intestino delgado que ao atingir o intestino grosso são metabolizadas seletivamente por bactérias benéficas.
Quais as funções dos prébioticos para o corpo?
As funções benéficas são muitas. Mas, inicialmente os prébioticos tem a função de serem substrato para a proliferação de bactérias benéficas no cólon, dessa forma com mais bactérias benéficas as bactérias ditas maléficas não se reproduzem o que ocasiona melhor condição de saúde. No intestino delgado elas aumentam o bolo fecal, auxiliando assim nas evacuações.
Onde é possível encontrar os prébioticos?
Nos alimentos como cebola, alho, tomate, banana, cevada, aveia, trigo, mel e cerveja, eles estão presentes em pequenas quantidades. Mas, caso precise de prébioticos para um tratamento específico de flora intestinal, deve-se usar o frutoologosacarídeos (FOS) isolado que é comercializado em farmácias e afins.


O que é probióticos?
Os probióticos são microorganismos vivos que quando ingeridos exercem um efeito benéfico para nossa saúde.
Quais as vantagens dos probióticos para o organismo?
O órgão americano, Food and Drug Administration, apresenta várias vantagens do uso de probióticos na nossa alimentação, dentre eles podemos citar: reposição da microbiota intestinal em casos como diarréias severas, quimioterapias ou tratamento com antibióticos a nossa flora bacterial normal é diminuída, então o uso de probióticos ajuda na recuperação, também para uma possível estimulação do sistema imunológico, para inibir as bactérias patogênicas por ter propriedades antimutagenicas e anticarcinogenicas, com isso prevenir possíveis cânceres do trato gastro-instestinal. Há relatos em artigos científicos que podem controlar o colesterol e também ajudar no controle de diarréias.
Os probióticos, como o lactobacillus acidophilus, L. bulgaricus e L casei, parecem aumentar a atividade fagocitária, a síntese de imunoglobulinas (IgA) e a ativação de linfócitos T e B, dessa forma seriam importantes para melhorar a imunidade. Os lactobacilos que são probióticos produzem uma enzima, a Beta-galactosidade, que é necessária para a digestão da lactose, por isso há indícios de que o consumo de próbioticos pode ser benéfico para pessoas intolerantes a lactose.
Em quais alimentos estão presentes?
Somente em alimentos industrializados com adição de probióticos. Os iogurtes em sua maioria, por exemplo, não são considerados probióticos, pois a legislação brasileira considera iogurte como sendo um produto obtido pela fermentação do leite e pela ação das bactérias Streptococcus thermophillus e Lactobacillus Bulgaricus, e estes não são considerados probióticos. Porém, não quer dizer que os iogurtes não promovam benefícios, mas os probióticos estão mais relacionados com leites fermentados.
Por que os alimentos probióticos e prebióticos são
classificados como funcionais?
Os alimentos funcionais são alimentos que, além do seu valor nutritivo, podem desempenhar um papel potencialmente benéfico na redução do risco de doenças crônico degenerativas, e visto que os pré e probióticos tem essa função, a ANVISA os classificou como tal.
Afinal, por que vale a pena incluir os alimentos funcionais na
dieta alimentar?
Vale a pena pelos benefícios. Você vai estar aumentando a proteção contra algumas doenças incluindo o câncer, aumentando sua imunidade, e os alimentos probióticos e prébioticos são em sua maioria gostosos de se comer.
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sábado, 24 de agosto de 2013

RECÉM NASCIDOS – MITOS E VERDADES

Quando o assunto é bebê, muitos mitos e crenças são propagados. Confira o que é verdade ou mito nas respostas concedidas pela pediatra, Dra. Regina Maura Taques Cruz.
Quais os cuidados que mãe deve ter com o coto umbilical?
A limpeza do coto umbilical deve  ser realizada logo após o banho, mais ou menos três vezes ao dia, utilizando algodão de gaze umedecida com álcool 70%. Geralmente o coto cai em torno de sete dias. O uso de substâncias como teia de aranha, borra de café e arruda é mito. E também não recomendamos o uso de faixas e moedas para o umbigo não ficar “saltadinho”.

Muitas mulheres não querem amamentar porque tem a afirmativa que os seios caem depois da amamantação. Mito ou verdade?
Mito, se uma mulher acredita que o alimento materno afetará negativamente a aparência de sua mama, ela diminui suas chances de sucesso no alimento. Este equívoco é lamentável. O aleitamento materno não prejudica a aparência da mama e apresenta vantagens significativas para a saúde da mãe e do bebê.

O leite da mãe é fraco, por isso o bebê chora de fome. Existe leite fraco?
Não, o leite materno não é fraco, ele é completo e deve ser utilizado até o sexto mês de idade da criança como única fonte de vitaminas, somente em situações especiais entra outro tipo de leite. O tamanho da mama não esta diretamente relacionada com a quantidade de leite, o que proporciona o seu tamanho é a gordura e não a glândula mamária. A prótese de silicone também não interfere na produção de leite.


È verdade que canjica, chá, cerveja preta e outros alimentos aumentam a produção de leite?
É um mito, o que ajuda na produção do leite é a ingestão de líquidos e alimentação balanceada.

Se a mãe comer alimentos ácidos, chocolate, feijão, temperos fortes, como o alho, por exemplo, durante o período de amamentação, provoca cólica ou alguma reação alérgica no bebê?
Não fizemos restrições quanto a dieta materna, salvo em algumas situações de alergias alimentares, que são freqüentes. Existem alguns alimentos que conferem sabor diferente no leite materno, como por exemplo o alho.

É verdade que a mulher que está amamentando não pode ingerir leite de vaca e derivados?
Não, como já comentamos, interferimos na dieta materna somente quando for evidenciado algum tipo de alergia ao bebê.

Quando a mãe não consegue amamentar o bebê recém-nascido, o que fazer? Qual é o o leite melhor nesta situação?
Quando a mãe estiver impossibilitada de amamentar, independente do motivo, devemos utilizar leite de fórmula, estipulado para cada idade específica.

Realizar compressas de água quente nos seios ingurgitados ajuda no alivio da dor?
Sim, quando as mamas estão ingurgitadas as compressas mornas agem como analgésico. Orientamos também a realização de ordenha manual ou a esgotadeira elétrica (somente quando o leite estiver saindo, caso contrário vai doer mais).


Qual o leite provoca mais cólicas?
Estatísticas mostram que os bebês alimentados com leite materno ou com leite de fórmulas tem taxas semelhantes de cólicas. Em outros estudos vimos que filhos de pais estressados e ansiosos tendem a sofrer mais com este problema.

È verdade que a mãe que deixar de amamentar por um ou dois dias não poderá amamentar novamente?
Isto é um mito, pois a mãe que deixar de amamentar por algum motivo especial poderá voltar a fazer tranquilamente, o que ela deve fazer é ordenhar as mamas manualmente ou com esgotadeira, para que faça o mesmo estímulo da sucção do bebê.
Existe uma crença popular que banho de picão, caco de telha, banho de ovo cura o amarelão do bebê?
Mito, o amarelão é o que chamamos de icterícia, pode ocorrer nos três primeiros dias de vida, ou mais tarde, também pode ser fisiológica, na sua grande maioria, ou patológica. O banho de sol pode ajudar a diminuir o amarelão, associado ao aleitamento materno. Temos amarelão de formas leves onde orientamos banho de sol e as vezes banho de luz (fototerapia). O amarelão que atinge a pele dos bebês costuma aumentar até o sétimo dia de vida e depois tende a diminuir. Alguns casos devemos investigar a presença de doenças, saber o tipo sanguíneo da mãe. Geralmente quando a mãe ganha alta da maternidade ela recebe informações quanto  ao amarelão e como ela deve proceder nos casos de aumentar os níveis da icterícia.
Sendo assim não recomendamos banhos de ovo, telha, picão. Apenas banho de sol ou fototerapia, e em casos raros a exsanguineo transfusão.
“Esta matéria expressa minha opinião. Ela não substitui uma consulta pediátrica, na qual tem o olhar, o ouvir, o tocar, o sentir do pediatra de confiança da família”, ressalta Dra. Regina Maura.
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